quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
LER E ESCREVER NA CULTURA DIGITAL

O texto nos leva a refletir sobre a evolução da escrita, onde nas culturas que não se conheciam a escrita, o saber e a inteligência praticamente se identificavam com a memória, em especial a auditiva; o mito funcionava como estratégia para garantir a preservação de crenças e valores.
Numa segunda etapa da história humana, mudaram as relações entre o indivíduo e a memória social. O sujeito pôde projetar sua visão de mundo, sua cultura, seus sentimentos e vivências, no papel. Ajudando a tecer, linha após linha, as páginas da História.
a memória de uma cultura já não cabe apenas no conto: ela é constituída de documentos, vestígios, registros históricos, datas e aerquivos. Tudo passa a estar inscrito numa cronologia.
Seeguindo a tendência da busca e da valorização da objetividade e da neutralidade, contra a diversidade de interpretações, a escola estuda a língua como fenômeno estático, direcionando o ensino para a sistematização das normas, para a adequação ao sistema, sem abrir espaço para a diversidade, para a multiplicidade de interpretação dos signos, para as intenções dos falantes. Daí o predomínio das linguagens matemáticas ou "exatas", que não se prestam à polissemia; pois, como aconselhava Francis Bacon, é mais seguro
"...imitar a sabedoria dos matemáticos, estabelecendo desde
início as definições de nossas palavras e termos, para que
outros possam saber como os aceitamos e entendemos, e decidir
se concordam ou não conosco" (apud Hacking, 1999).
O conhecimento escolar da cultura letrada se estruturou como as páginas de um livro: linear, encadeado e segmentado.
Astle escreveu em 1874 que "a mais nobre aquisição da humanidade é a fala, e a arte mais sutil é a escrita; a primeira distingue eminentemente o homem da criatura bruta, e a segunda, dos celvagens sem civilização" (apud Olson, 1997).
A cibercultura
A conexão simultânea dos atores da comunicação a uma mesma rede traz uma relação totalmente nova com os conceitos de contexto, espaço e temporalidade. Do horizonte do eterno retorno das narrativas, e da linearidade das culturas letradas, passamos a uma percepção do tempo, mais do que como linhas, como pontos ou segmentos da imensa rede pela qual nos movimentamos. Vivemos num ritmo de velocidade pura: como afirma Lévy (1993), não há horizonte, nem ponto-limite, um "fim" no término da linha.
O megadesign hipertextual reconfigura todo o espaço. Trata-se de um ciberespaço, interativo ee receptivo a todas as vozes conectadas que desejem escrever uma parte do megatexto produzido pela inteligência coletiva.
Como afirman Landow w Delany (1991), a hipertextualidade não é um mero produto da tecnologia, e sim um modelo relacionado com as formas de produzir e de organizar o conhecimento, substituindo sistemas conceituais fundados nas idéias de margem, hierarquia, linearidade, por outros de multilinearidade, nós, links e redes".
O que é um hipertexto? Como o próprio nomee diz, é algo que está numa posição superior à do texto, que vai além do texto. Dentro do hipertexto existem vários links, que permitem tecer o caminho para outras janelas, conectando algumas expressões com novos textos, fazendo com que estes se distanciem da liearidade da página e se pareçam mais com uma rede. Na internet, cada site é um hipertexto - clicando em certas palavras vamos para novos trechos, e vamos construindo, nós mesmos, uma espécie de texto. Na definição de Jay Bolter (1991): "as partes de um hipertexto podem ser agrupadas e reagrupadas pelo leitor".
Cada uma das páginas da rede é construída por vários autores: designers, projetistas gráficos, programadores, autores do conteúdo do texto. Cada percurso textual é tecido de maneira original e única pelo leitor cibernético. Não existe, portanto, um único autor: seria mais adequado falar de um sujeito coletivo, uma reunião e interação de consciências que produzem conhecimento e navegam juntas.
(RAMAL, Andrea Cecilia. Ler e escrever na cultura digital. Porto Alegre: Revista Pátio, ano 4, nº14)
domingo, 19 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Ferramentas Técnológicas nas aulas de Matemática

É importante que as atividades incluam desafios que questionem e ampliem o conhecimento da turma: o que acontece com os resultados da tabela se modificarmos um dos dados da fórmula? E com o gráfico, caso troquemos os valores da Tabela? Para mostrar dados cuja soma chega a 100%, qual o tipo mais adequado de gráfico: o de colunas, o de linhas ou o de pizza? "Nessas explorações, o aluno aprende a controlar melhor as alternativas de resolução que a ferramenta oferece", argumenta Ivone. Por fim, na área de Espaço e Forma, a mesma economia de figuras - é possibilitada por programas como o GeoGebra (http://www.geogebra.org/) que deixam a garotada analisar as propriedades de sólidos e planos, movimentanso-os, marcando pontos ou traçando linhas sem a necessidade de redesenhar.
Postado por: Aline
Extraído:Revista NOVA ESCOLA
Inovando a Matemática

Nenhuma das inovações tecnológicas substitui o trabalho clássico na disciplina, centrado na resolução de problemas. Estratégias como cálculo mental, contas com algorismos e criação de gráficos e de figuras geométricas com lápis, borracha, papél, régua, esquadro e compasso seguem sendo essenciais para o desenvolvimento do raciocínio matemático.
Entretanto, saber usar calculadora e conhecer os princípios básicos de planilhas eletrônicas do tipo Excel são hoje demandas sociais. Você deve introduzir esses recursos nas aulas - mas com o cuidado de pontuar que eles não fazem mágica alguma. Ao contrário, sua utilidade se aplica apenas a situações específicas. "O professor deve mostrar que eles são importantes para poupar tempo de operações demoradas, como cálculos e construções de gráficos, quando o que importa é levantar as idéias mais relevantes sobre como resolver a questão", defende Ivone Domingues, coordenadora pedagógica.
Postado por:Aline
Extraído: Revista NOVA ESCOLA (junho/julho)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
A tecnologia que ajuda a ensinar

" Uma técnica não se converte em uma ferramenta até que a saiba manejar e lhe aplicar a criatividade, a imaginação e o saber!"
A.M. Dugud (1981)
"A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje," afirma Marcia Padilha Lotito, coorddenadora da área de inovação educativa da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Em outros casos, porém, ela é dispensável. Não faz sentido, por exemplo, ver o crescimento de uma semente numa animação se podemos ter a experiência real.
"Revolução" é provavelmente a palavra mais adequada para descrever o impacto das novas invenções sobre o espaço, o principal objeto de estudo da disciplina. Com mapas virtuais, praticamente todos os lugares do mundo estão acessíveis aos olhares curiosos da turma. Sites como o Google Earth possibilita a visualização de partes do globo em versão cartográfica, imagens de satélite, fotos aéreas e até em 3D - algumas vezes, com uma resolução que permite perceber características das construções, quantidades de árvores e até de carros em uma paisagem.
"Mapas e atlas impressos continuam tendo utilidade. Porém aprender a utilizar a cartografia digital permite converter o aluno em sujeito ativo do processo de construção da informação geográfica", avalia Levon Boligian, autor de livros didáticos e professor de Metedologia de Ensino de Geografia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). O maior diferencial dos mapas virtuais é a interatividade. Além de livre escolha de local, escala e tema (vegetação, fronteiras políticas ou malha de transporte, por exemplo), o usuário ainda tem mobilidade de observação - pode ir para cima e para baixo, para a direita e para a esquerda e até rotacionar as imagens. No Google Earth, há também uma ferramenta que permite ver a transformação na ocupação de um local ao longo do tempo. Para os anos iniciais do Ensino Fundamental, é mais indicado trabalhar com a identificação de elementos geográficos próximos, como ruas e bairros da cidade, ou a comparação dessas áreas com as cidades de outros países. Já turmas do 6º ano em diante podem avançar nos mapas temáticos ou internacionais.
Extraído: Revista NOVA ESCOLA (junho/julho)
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